Alessandra foi premiada pelo programa do Itaú Cultural 2008-2010 com o desenvolvimento e a aplicação de uma metodologia de educação não-formal que promove transformação e sustentabilidade usando a música e a tecnologia como recursos no Instituto Eletrocooperativa. O Programa Rumos tem o caráter nacional e mobiliza educadores, artistas, produtores culturais, especialistas, pesquisadores e instituições, que fazem da cultura uma linguagem comum de fortalecimento da cidadania e das características múltiplas do povo brasileiro.
Como parte deste programa, os premiados fazem viagens pelos diversos estados do país e também pelo exterior, a depender da sua classificação, em busca de projetos e práticas na área cultural que possam servir de referência para reforçar as suas ações e ampliação da sua rede de trabalho. Para a MIC, que ocupa cadeira no conselho gestor da Rede Música Bahia (RMBa), além do conhecimento de novas práticas e modelos, ela amplia o leque de parcerias da cooperativa baiana cujo enfoque na música, inovação e conectividade mantém-se em constante diálogo com iniciativas conectadas com a sustentabilidade, a interdisciplinaridade e a coletividade.
1ª Parada – Observatório da Diversidade Cultural
O Observatório da Diversidade Cultural (ODC) é um programa de ação colaborativa entre gestores culturais, arte-educadores e pesquisadores. Em sintonia com a “Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais”, da Unesco, trabalha com a perspectiva de que a diversidade cultural não é uma característica inata da humanidade, mas uma dinâmica construída no cotidiano.
O ODC trabalha para produzir conhecimento e informação; gerar competências pedagógicas, culturais e gerenciais; incentivar pesquisas e práticas inovadoras, além de proporcionar a experimentação artística no campo da diversidade cultural - elemento estruturante de identidades coletivas abertas ao diálogo e respeito mútuos. Ações de proteção e promoção nesse campo cultural, afinadas a uma prática política que incentive o pluralismo, podem contribuir para a construção da cidadania e desenvolvimento humano. http://www.observatoriodadiversidade.org.br/
2ª Parada - Grupo Cultural NUC
O Grupo Cultural NUC é ação e inovação. Jovens assumindo a frente do trabalho, construindo o futuro, transformando o presente, valorizando e aprendendo com o passado. Criado na comunidade do Alto Vera Cruz, região leste de Belo Horizonte, o Grupo Cultural NUC tem a arte, a cultura negra, a tecnologia e o hip hop como princípios. Inspirados nesses conceitos são realizados projetos e desenvolvidas áreas voltadas para jovens, adultos e grupos artístico-culturais da periferia de Minas Gerais. O processo é de dentro pra fora. Desde 2003 o GC NUC realiza em sua sede palestras, debates, exibição de videos e documentários, oferece shows artísticos, acesso à internet e informações sobre arte e cultura. O espaço é aberto à comunidade e centenas de pessoas são contempladas pelo trabalho da ONG. Os projetos são desenvolvidos seguindo a proposta dos programas orientadores da instituição: formação cultural, difusão e circulação de bens-culturais e comunicação integrada. Se hoje em dia o contexto é desfavorável e as desigualdades sociais se mantêm, parada é que a juventude da periferia de Belo Horizonte não fica. O Grupo Cultural NUC está nesse contexto e vem fazendo a sua parte. É por isso que desde o início esse trabalho artístico-social se destaca no cenário mineiro e nacional. http://www.grupoculturalnuc.org.br/site/
3ª Parada – Cria! Cultura
- A Cria! Cultura atua na produção de projetos culturais há 10 anos, em prol do desenvolvimento da cena cultural de Minas e do País. A iniciativa realiza desde a elaboração até a captação de recursos e produção de projetos culturais que beneficiam a carreira de vários artistas. A Cria! Cultura participou da concepção, realização e produção de grandes projetos, entre eles, o Conexão Telemig Celular, o Programa de Desenvolvimento Sóciocultural do Vale do Jequitinhonha, o Fiat Mostra Brasil, o Na Ponta da Língua, o Festivelhas Manuelzão e o Seminário Música e Movimento, entre outros. http://www.overmundo.com.br/perfis/cria-cultura
- O que quer dizer SIM, além de termo que “exprime afirmação”, segundo o Aurélio? SIM é a sigla para Sociedade Independente da Música, uma entidade recém-criada por músicos, compositores, produtores, jornalistas culturais e outros militantes do cenário independente da música produzida em Minas Gerais. E para explicar com que finalidade a SIM surgiu, o melhor mesmo é voltarmos ao Aurélio.
A fatia que a música independente ocupa, atualmente, responde por mais da metade do bolo do mercado fonográfico brasileiro. Esse universo deixou de ser a via alternativa para os artistas que não logravam inserção no circuito das grandes gravadoras. A produção independente atingiu proporções que lhe garantem autonomia, vida própria e oficial no contexto musical do país.
Pois bem, SIM é a afirmação desse fato, dessa nova conjuntura em que a intenção genuinamente artística vale mais que o marketing. Mas a consolidação dessa nova realidade também implica dizer SIM para a necessidade de se buscar canais alternativos de financiamento para a área musical, lutar por relações mais justas entre os elos da cadeia produtiva da música, desenvolver pesquisas, estudos e programas sobre música e defender a pluralidade de expressões nos meios de comunicação social, além de outras demandas colocadas entre os objetivos da Sociedade Independente da Música. http://www.eudigosim.com.br/blog/
5ª Parada – Cooperativa da Música de Minas (Comum) e Fórum da Música de Minas (FMM)






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